quarta-feira, 10 de abril de 2013

Saindo do Brasil.

Pessoal é muito simples para quem tem uma vida boa e regada de facilidades sair do país. Porem não foi fácil para mim, pois enfrentei dificuldades desde a minha decisão até a chegada em Dublin, Irlanda.
Bom, primeiro tive que analisar uma proposta que minha amiga tinha me passado de uma escola em Dublin, realmente era barato e levando em consideração a economia nunca se sabe o que vai acontecer, é melhor pagar um pouco menos e sobrar mais dinheiro para se virar na cidade, o que não é muito fácil. Em segundo lugar tive que fazer minha gerente (o que não foi fácil) entender meus motivos e me demitir sem justa causa, pois nada seria possível sem o abono de rescisão de contrato. Como qualquer outro brasileiro, eu tinha algumas contas para acertar e sair sem dívida. Só comprei o curso e as passagens quando tive a real certeza que tudo isso seria possível.
Depois de tudo pronto, arrumar as malas foi o mais fácil. Difícil foi despedir dos amigos, e mais difícil ainda despedir dos pais e da família (isso depende de cada pessoa segundo seu afeto com a família). Enfim foi tudo novo pra mim, pois nunca tinha feito uma viagem de avião, confesso que estava bem tranquilo, mas isso porque tinha uma amiga comigo que já conhecia tudo, então tranquilo, mas o problema que ainda não era conhecido é que teria que passar por dificuldades. Saí do Brasil, foi fácil, fizemos conexão em Madri, e quando chegamos a Dublin fui barrado na imigração, -mas por que? O que todos tinham me dito que não precisava de apresentar os 3 mil euros exigidos posteriormente após três meses, a moça me pediu. E ai? meu inglês péssimo não conseguia explicar e ela me dizendo que precisava, foi ai que vi meu mundo desabar,-pronto vou ter que voltar!, mas graças a um amigo que veio no mesmo voo perguntou o que estava acontecendo e explicou para a moça que não ficou muito convencida mas me liberou. A sensação de alívio me correu pelo corpo a ponto de me aquecer novamente, porque eu já estava literalmente gelado.
Diferente da maioria eu não tinha acomodação, o que foi ótimo porque deu para economizar uma grana, consegui um hostel baratinho em uma localização avantajada bem no centro e ainda serviam café da manhã a vontade. Enfim, fiquei nesse hostel até encontrar uma vaga em uma casa, o que não foi fácil, as pessoas postam vagas e quando você vai conferir não é nada do que postaram, se passaram duas semanas encontrei uma casa fazia jus ao preço, bem simples com contas reduzidas, como não aguentava mais ficar em hostel "abre mala, fecha mala" fiquei com a vaga. Passaram-se aproximadamente 15 dias, minha amiga conseguiu uma vaga um pouco melhor pela qual troquei sem muito esforço, pagava-se um pouco mais, mas era melhor e mais perto do centro.
Outro problema é preço. Quando você se depara com os preços a primeira coisa que vem na mente "nossa que barato", aqui costumam dizer "-quem converte, não se diverte", errado porque você está gastando seus Reais em Euro, então você vê algo que custa €2 e acha barato, mas quando se lembra de quanto pagou no Euro no Brasil ai vê que não é tão barato. É cloro que nem tudo é assim, tem coisas que realmente é barato e compensa comprar aqui, roupas por exemplo, tem lojas muito baratas, mas cuidado, o Euro fica barato partir do momento que se "ganha" em Euro.




































Bom, de primeiro momento é isso, espero que aproveitem e boa viagem!

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